Abrir uma franquia com menos de 30 anos

Os desafios e vantagens de iniciar um novo negócio sendo jovem, mas com todo o respaldo do setor de franchising

 

Os jovens são mais impulsivos e abertos a novas experiências de vida, entre elas ter seu próprio negócio e sua independência financeira.

Todo esse dinamismo natural da juventude é um forte aliado no empreendedorismo e abrir uma franquia com menos de 30 anos de idade pode ser uma aposta certeira por conta de todo o respaldo e estrutura oferecidos pelo sistema de franchising.

O setor vem se mostrando um dos mais bem-sucedidos da economia brasileira e pode ser uma boa aposta para abrir uma franquia com menos de 30 anos.

Segundo o balanço de 2021 da Associação Brasileira de Franchising (ABF), há no Brasil 2.882 marcas de franquias, que atuam em 12 segmentos:

– Alimentação

– Casa e Construção

– Comunicação, Informática e Eletrônicos

– Entretenimento e Lazer

– Hotelaria e Turismo

– Limpeza e Conservação

– Moda

– Saúde, Beleza e Bem Estar

– Serviços Automotivos

– Serviços e Outros Negócios

– Serviços Educacionais

– Microfranquias

Todos esses segmentos apresentam modelos, tamanhos e propostas diferentes que, certamente, se encaixam em um dos sonhos de quem tem a meta de quem quer abrir uma franquia com menos de 30 anos.

Além de gerar empregos e movimentar a economia, o setor de franquias reúne muitas possibilidades de sucesso: o faturamento do setor no Brasil passou de R$ 167,187 bilhões em 2020 para R$ 185,068 bilhões em 2021, o que corresponde a um crescimento de 10,7%.

Jovens que decidiram investir em franquias na faixa etária entre 20 e 30 anos compartilham suas experiências para inspirar quem deseja iniciar uma empreitada semelhante.

Os irmãos Eric e Ricardo Kamijo Domenici, de 18 e 27 anos, respectivamente, inauguraram em outubro de 2021, uma unidade do Griletto, da rede Halipar, no Shopping West Plaza, na Barra Funda, em São Paulo (SP).

Eric, que cursava engenharia elétrica antes de pensar em empreender, inicia no food service ao lado de Ricardo, que trabalhava com importação e venda de eletrodomésticos de alto padrão após terem contato com a experiência de um familiar que é multifranqueado da Halipar em outras localidades.

Anteriormente, os jovens tiveram experiências no segmento de alimentação alguns anos atrás como atendente de um quiosque de uma faculdade e garçom em um restaurante especializado em culinária árabe e, vendo o sucesso das operações do parente deles, não restaram dúvidas de que o franchising seria uma via segura de investimento no primeiro empreendimento da dupla.

“Claro que apostar em algo que você não tem largo conhecimento traz insegurança e risco. Mas, ao optar pela franquia, o cenário é mais interessante, pois é um modelo já testado e os indicadores são sólidos”, comenta Ricardo.

Para Eric, tudo é novo, mas ele está otimista.

“Estou me adaptando e aprendendo muito.

A loja tem uma boa localização, em um bom shopping, é um restaurante já conhecido pelo público por qualidade, e ainda contamos com o apoio da holding na resolução de qualquer problema.

Tem sido uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional que, certamente, se tornará um pilar na minha carreira.

A gente espera conseguir abrir mais unidades, em lugares diversos, e torná-las lojas de alto desempenho”, conta ele.

A aposta de jovens em franquias também pode surgir após uma análise do que o mercado precisa.

Tamara e Bianca Dewes, sócias-fundadoras da Hey Peppers!, contam que em 2011 após analisarem o mercado de idiomas no Brasil tiveram algumas ideias novas.

“Tudo o que havia no mercado de idiomas no Brasil era muito semelhante, mas não era envolvente, apaixonante ao ponto de fazer com que os alunos quisessem passar tempo na escola, viver a língua”, conta Bianca.

“Tamara, minha sócia, tinha 25 anos e eu, Bianca, estava com 27.

Buscamos trazer para o mercado tudo o que acreditávamos, que já havíamos testado e que funcionava.

O nosso principal desafio foi fazer dar certo.

Não tínhamos outra chance, a não ser a primeira, de mostrar o nosso valor, afinal, este é um mercado de gigantes.

Ano a ano, inovamos mais, aprimoramos mais e nos tornamos incansáveis em nossa entrega.

E este, continua sendo o principal desafio até hoje, para as nossas 29 unidades em operação”, acredita ela.

 

Abrir uma franquia com menos de 30 anos também pode representar uma mudança de carreira, como no caso de Gabriel Souza, franqueado da SmartComm no Rio de Janeiro (RJ).

“Depois de alguns anos trabalhando em empresas, decidi que não queria ser mais CLT e com 25 anos de idade comecei a pensar em abrir meu próprio negócio.

Em uma pesquisa me deparei com a SmartComm, uma franquia de comunicação inteligente que me possibilita trabalhar home office.

Foi aí que a chave virou, fiz o investimento e obtive o retorno em poucos meses.

Adquiri a franquia em janeiro de 2018, atualmente estou com 29 anos e agora a franquia é minha renda principal e realizei muitos sonhos que todo empreendedor possui”, conta ele.

Experiência semelhante teve Victtor Viegas, franqueado da Minds Idiomas em Bacabal (MA).

“Em dezembro de 2021, eu e mais 2 sócios, André Ortega e André Felipe, iniciamos o processo de abertura de uma unidade da Minds Idiomas aqui no Maranhão.

Na época, eu e Ortega tínhamos 26 anos e o Felipe, 25, e nos vemos com os mesmos objetivos de querer empreender.

Apostamos na Minds por ser uma marca já consolidada no mercado, com todo Know-How, anos de experiência e também por termos trabalhado nela antes de nos tornarmos franqueados, por isso já conhecíamos, de certa forma, seus processos”, explica ele.

Para o jovem empresário, não existe idade certa para começar.

“Tudo que é novo gera um certo frio na barriga, ainda mais no meu caso, vivendo o outro lado da moeda, com novas obrigações e desafios, mas o franchising nos ajudou por entregar um ramo onde se já tem todo um modelo de negócio desenvolvido e tendo um suporte que nos traz segurança”, relatou Viegas.

 

Inseguranças e dúvidas superadas com apoio da franqueadora
Iniciar no meio do empreendedorismo foi bastante desafiador e ao mesmo tempo gratificante. É o que conta Maria Rocha, franqueada do Clube Turismo, que iniciou seu projeto com menos de 30 anos de idade.

“Mesmo sem ter experiência anterior na área, desde o início me senti segura e tranquila na minha decisão, e sei que isso só foi possível pela escolha de fazer parte de uma franquia.

As inseguranças e dúvidas do ‘novo’ e a falta de experiência foram superadas com ajuda de pessoas em quem eu poderia contar, tirar minhas dúvidas, pedir apoio e ajuda quando preciso”, afirma ela.

“Minha motivação sempre foi poder ter algo que de fato pudesse chamar de ‘meu’, que me desse prazer em fazer e resultado.

Tenho encontrado isso a cada dia.

Mesmo quando as dificuldades surgem, sigo focada onde quero chegar, procuro aqueles que podem me ajudar e colocar para cima, dia após dia”, acredita Maria Rocha.

Também empreendedor no segmento educacional, César Augusto Basso Júnior, franqueado da IP School do Alto do Ipiranga em São Paulo (SP), decidiu abrir sua franquia com menos de 30 anos.

“Eu não pensava em investir em um negócio próprio naquele momento, mas as coisas aconteceram como tinham que ser. Eu estava estudando na IP School e as aulas foram transformadoras para mim.

E é isso que eu quero. Poder ajudar as pessoas de alguma maneira e mudar a vida delas com o meu trabalho”, afirma Júnior, que iniciou seu negócio aos 27 anos.

Antes de se tornar um franqueado, ele atuou em um banco, depois foi trabalhar com o pai no ramo de eventos e depois atuou como programador de software em uma empresa.

Foi este último emprego, inclusive, que o fez buscar aulas de inglês particular, já que a linguagem de programação é toda neste idioma.

“Em um momento, decidi estudar sobre a franquia e achei uma ótima ideia.

Era totalmente viável para mim, eu tenho a opção de ter uma escola online e consigo trabalhar de casa, e outros segmentos não me interessam agora.

Então, uni o útil ao agradável, porque eu tinha um dinheiro para investir”, conta o franqueado.

Ao abrir uma franquia com menos de 30 anos, Lucas Carvalho, franqueado do Cebrac de Blumenau (SC) encontrou o apoio de que precisava no sistema de franchising.

“O desafio de começar um negócio mais cedo é ter o know how necessário para iniciar uma empresa do zero e experiência nos aspectos de liderança, mercado e etc,e a franquia diminui os riscos e as perdas que eu teria durante o processo de aprendizagem.

É claro, os riscos existem, mas com menor intensidade”, destaca ele.

Após sentir que não se encaixava como funcionário em empresa por achar tudo muito burocrático, ele quis fazer mais.

“Estudei por 4 anos, participava de feiras, visitava franquias, empresas, até ter a certeza do que fazer e abrir a minha própria empresa.

Saber que poderia ter meu negócio atrelado a processos já bem definidos, com uma equipe de suporte, diminuiu um pouquinho o frio na barriga e me motivou a abrir minha unidade que foi inaugurada em 2020, em meio a pandemia”, relatou Lucas Carvalho.

Em sua primeira experiência como empreendedor por meio de uma microfranquia da escola de programação e robótica SuperGeeks, Marcus Vinicius, 27 anos, até então desenvolvedor de software, conta que escolheu o modelo home based pela fase de implementação e custos ser relativamente mais rápida.

“Os desafios são diversos devido à inexperiência de gestão de um negócio em geral como nos setores Contábil, Financeiro, Fluxo de caixa, Marketing e de Recursos Humanos.

Apesar disso, a motivação de empreender nesta área vem da vontade de dar oportunidade às crianças e adolescentes da região conhecerem o fantástico mundo da programação, ciência da computação e robótica, pois tive essa chance na minha adolescência, que definiu a escolha dos meus estudos e carreira”, comemora ele.

Para sentir maior segurança em seu projeto, Leonardo Marchi Oliveira, franqueado da Via Certa Educação Profissional em Dracena (SP), conta que optar por uma franquia foi a melhor maneira de viabilizar a sua vontade de abrir uma franquia com menos de 30 anos.

“Optei por empreender no franchising em 2019, pois já conhecia o negócio e sabia que teria uma rede de apoio por ser uma franquia, assim me senti mais seguro.

Outro fator que me deu segurança sobre optar pelo segmento educacional é que escolhi a Via Certa, pois já havia sido colaborador da unidade de Birigui (SP) e minha sócia também já havia sido colaboradora da unidade de Três Lagoas (MS)”, diz ele.

“Mesmo sendo um jovem empreendedor (hoje com 26 anos), ter meu próprio negócio é bem desafiador, porém me concede bastante autonomia e isso tem se desenvolvido muito tanto no quesito profissional como pessoal, pela tamanha responsabilidade”, comenta Oliveira.

Mesmo em meio aos desafios trazidos pelo contexto da pandemia, Thulio Diniz, de 26 anos, decidiu abrir uma franquia Acqio, de soluções de pagamento, com Priscila Nogueira Diniz, sua esposa também com 26 anos, apostando no apoio e estrutura que somente uma franquia pode trazer aos empreendedores.

“Tendo em vista o mundo virado de cabeça para baixo, com a pandemia, crise financeira, não hesitamos em encarar essa oportunidade ímpar.

Mesmo com muitos desafios, nos mudamos de cidade, moramos de favor por dois meses até que pudéssemos nos estabelecer.

Tudo para atender nossos clientes e futuros clientes de forma ágil, rápida e humanizada.

E assim possibilitando prestar um excelente pós-venda.

Tivemos todo o suporte necessário da franqueadora no treinamento e implementação de produtos”, conta ele.

“Hoje já estamos colhendo um ótimo fruto do nosso trabalho: pagamos a franquia com dois meses de operação e ainda obtivemos um retorno bem lucrativo, seguimos atendendo em todo o Vale do Araguaia motivados a dominar essa região com nossos produtos, serviços e tudo o que a Aqcio oferece”, destaca.

 

Ideias que trazem crescimento e guinada em carreiras profissionais


Um momento de espera por atendimento fez Luciana Piquet, hoje CEO do SPA Express, criar a empresa que ela fundou aos 23 anos.

Ela teve a ideia na sala de espera de um consultório médico que se transformou em uma rede que faturou R$ 5,2 milhões em 2021.

Na ocasião, a paraibana levou um “chá de cadeira” e enxergou nisso uma oportunidade de negócio: oferecer serviços de manicure e pedicure nas salas de espera de consultórios.

Com cinco mil reais emprestados pelo pai, nasceu o SPA Express em 2011.

A empresa se especializou em tratamentos estéticos e de relaxamento e em 2014 se tornou uma rede de franquias que, hoje, conta com 46 operações em todo Brasil.

“Avançamos com o que nós tínhamos e fomos encontrando as soluções pelo caminho.

Acredito que os erros e obstáculos são sempre uma oportunidade para evoluir”, finaliza.

Já Lisandro Corazza, CEO da UpVet Franchising (rede de farmácias de manipulação veterinária) conta que quando começou, na época, com 24 anos, quis investir em franquias porque acreditava que a maneira mais fiel de poder replicar um trabalho tão especial era através das franquias para que outras pessoas também pudessem experimentar o nosso sonho.

“Hoje, empregamos mais de 310 pessoas em toda a rede e são mais de 30 lojas pelo Brasil.

No começo enfrentamos bastante dificuldade devido aos órgãos públicos e conseguir as licenças que precisávamos.

Foi um processo bastante cansativo e só dificultava o caminho para a abertura da nossa empresa, mas no final deu tudo certo.

A minha maior motivação para fazer o negócio dar certo é fazer com excelência aquilo que se ama.

Contribuir de alguma maneira para a sociedade”, relatou Lisandro Corazza, que é franqueador.

A ideia de fazer uma mudança de vida foi o que motivou André Tavares dos Reis, franqueado da Monitorias, no Morumbi em São Paulo (SP).

“Há pouco mais de um ano resolvi investir em uma franquia da Monitorias Reforço Escolar, em São Paulo, com o objetivo de trazer uma mudança para minha vida e para a vida das pessoas que necessitam de um reforço escolar de qualidade”, afirma.

Ele conta que no começo, assim como é na maioria dos empreendimentos, foi difícil, pois nunca tinha trabalhado com vendas.

“Estudei bastante e busquei ensinamentos dos melhores empreendedores do Brasil.

Eu acertei, errei e pensei em desistir algumas vezes, mas nunca perdi a fé.

Tenho um propósito bem definido, com isso, nunca perdi o foco quanto ao que quero fazer.

Atualmente tenho 25 anos e posso dizer que tenho muita experiência em atendimento e gestão de empresas.

Hoje eu tenho a alegria de dizer que sou feliz, próspero e satisfeito com o que eu faço”, comemora ele.

Após experiências em empresas, Heleno Batista da Silva, franqueado da Gigatron Franchising em Osasco (SP), decidiu empreender.

“Comecei a trabalhar com a Gigatron Franchising aos 30 anos depois de trabalhar dezesseis como metalúrgico.

A apresentação foi feita pela minha irmã, que me queria como sócio: ela operando a parte técnica e eu, as vendas.

Aos poucos fui conhecendo tudo sobre software e com isso prosperamos.

No primeiro ano fechamos com sete clientes. Três anos depois, com 30 clientes.

No ano seguinte compramos mais uma unidade e finalizamos o período com 100 clientes”, explica ele.

“Atualmente nossa unidade tem sede própria e oito colaboradores.

Nossa vida mudou 100% e nossa projeção é bater os 1000 clientes.

A minha dica para quem começar um negócio é sempre se dedicar ao máximo, pois tudo que você planta, uma hora você colhe, seja e faça sempre o seu melhor”, incentiva Heleno Batista da Silva.

Também no caso do engenheiro mecânico Lucas Andrade, 27 anos, a motivação para abrir uma franquia com menos de 30 anos foi que nunca gostou de trabalhar para alguém e sempre buscou aprender coisas de áreas diferentes da sua atuação e, na sua experiência, um fato familiar também foi impulsionador da guinada na carreira.

Quando decidiu abrir uma franquia, viu mais de 30 vídeos em um canal no YouTube sobre o assunto e, assim, conheceu a Home Angels, rede especializada em cuidadores de pessoas supervisionadas.

A motivação pela escolha da franquia veio da doença do pai, que foi diagnosticado com princípio de Alzheimer, e também da visão de um mercado de cuidados amador para idosos.

Em 2021, com 27 anos, adquiriu uma unidade da marca.

Ele conta que ainda enfrenta alguns desafios.

“Como uma pessoa da área de exatas, as relações interpessoais e alinhamento de expectativas se mostram bem diferentes muitas vezes da frieza dos números”, comenta ele.

Welisson Henrique Calisto Silva, franqueado da Reino Rural na cidade de Pimenta Bueno (RO), 29 anos, conta que desde cedo sempre teve o objetivo de empreender, visando independência financeira e melhor qualidade de vida para a família.

“Empreender não é fácil, mas o fato de ser um empreendedor jovem, alavanca ainda mais os desafios, principalmente porque ainda existe um olhar de desconfiança a respeito do empreendedor jovem.

No entanto, minha principal motivação de alcançar minha independência financeira é o ramo em que escolhi, pois o agro só cresce e o suporte que a franquia proporcionou a mim, me fez ter a certeza de que escolhi o caminho certo”, destaca ele.

Desafios que a idade coloca no caminho
Andrei Schiavon Muller, 24 anos, franqueado da Maria Brasileira, conta que um dos maiores desafios enfrentados quando se abre um negócio e se tem pouca idade são, principalmente, ganhar a confiança e a credibilidade das pessoas, tanto daquelas que trabalham com você como dos clientes.

“A gente sente um certo preconceito no começo até as pessoas perceberem que somos capazes, mesmo sendo bem jovens.

A motivação deve ser diária e deve vir de dentro para enfrentar esses desafios, do desejo de vencê-los e superá-los diariamente.

Apesar de exaustivo, tem a parte gratificante quando vemos os resultados positivos, uma venda concluída, um cliente satisfeito, tudo isso nos faz acreditar que vale a pena vencer as dificuldades da pouca idade”, conta ele.

“A franqueadora tem profissionais excelentes que nos dão todo o suporte necessário.

Outra dica que eu dou para as pessoas da minha idade ao iniciar um negócio é se cercar de pessoas boas e competentes.

Isso é muito importante porque são elas que estão ao redor todos os dias, dando força e gás para vencer os desafios impostos pelo empreendedorismo”, aconselha Muller.

Mariana Gaeta Seno, de 27 anos, do Instituto Gourmet, no Ipiranga, em São Paulo (SP), sempre quis muito empreender ao ver o exemplo em casa, com a independência na carreira dos pais, ambos empreendedores.

“Uma franquia é ótimo para quem tem essa ambição e é jovem como eu.

Mesmo fazendo faculdade e com vivência no mundo corporativo, empreender é sempre difícil.

Pensando no Brasil então, a burocracia, desorganização, a instabilidade econômica e outros fatores, tornam o cenário ainda mais desafiador”, ressalta ela.

“Ainda existem muitos desafios, as pessoas ainda têm muito preconceito com o empreendedor jovem.

Quando falo com algum fornecedor a fala é sempre a mesma: ‘Mas quantos anos você tem? Quem é o dono?’.

Isso com o tempo vamos contornando e mostrando a nossa responsabilidade.

Eu sou extremamente realizada com o Instituto Gourmet, vejo que o time da franqueadora é super preocupado em ajudar e a fazer o seu negócio crescer”, destaca Mariana.

No caso de Frederico Renan de Souza, franqueado de Itapevi (SP) da Ice Creamy, que abriu sua unidade aos 26 anos, o empreendedorismo sempre esteve presente desde cedo na sua vida.

“Desde muito cedo, eu fui empreendedor. Sempre criava algumas coisas e vendia.

Antes de me formar em Educação Física, já vendia marmitas fitness e suplementos.

Há tempos que estava buscando começar um negócio que fosse inovador e tivesse um diferencial.

Um dia, vi uma postagem da Ice Creamy no Instagram e me identifiquei com a marca.

Conheci a empresa e me senti acolhido e seguro para abrir meu negócio”, destaca ele.

“Para quem é jovem e deseja abrir um negócio, meu conselho é que você estude bastante este negócio, converse com pessoas que já estão naquele segmento para entender como funciona.

O sucesso vai depender somente do seu esforço e do tempo que vai disponibilizar para sua empresa”, acredita Souza.